Monday, May 14, 2007

011:Rei do quê mesmo?

Quero usar este espaço pra falar do meu desgosto em relação a vossa excelência, o “rei” Roberto Carlos. O que realmente a mídia queria dizer quando em mil-novecentos-e-guaraná-de-rolha resolveram dar esse adjetivo ao cara? Prestem atenção, não quero dizer que o trabalho dele não presta em geral, há sim muita coisa legal em sua carreira como a fase em que surgiram pérolas como “As curvas da estrada de Santos”, “Emoções”, “Detalhes”, “É preciso saber viver” entre outras, porém para coroá-lo “rei” ele precisava de mais, principalmente agora. Nos últimos 10 anos o que vemos é uma repetição, da repetição, da repetição das mesmas coisas. Praticamente vivendo dos louros e de certos “especiais de fim-de-ano”, sempre iguais, Roberto Carlos deve há muito tempo um trabalho digno de sua coroa.
Porra, em um Brasil de Jobins, Buarques, Caetanos, Miltons, e indo mais longe Villa Lobos e Carlos Gomes, será que Roberto não deveria ser apenas um, digamos, “barão”? Todos estes que citei acima tem uma obra tão vasta quanto a dele, e, o que importa, muito mais rica. Bom mas tudo bem, um ídolo emergente que foi estratégicamente “abençoado” pela emissora-fodona, como ficar mais popular? E o pior é que isso até estragou sua carreira. Porque continuar trabalhando se eu sou o “rei” por outros motivos?
Que bom seria se pudéssemos combinar de desligar a TV no dia 24 de Dezembro, bem na hora em que RC canta “Amigo” juntamente com seu eterno coadjuvante Erasmo. Quem sabe eles resolvessem trabalhar um pouco e bolar algum programa melhor para passar no feriado. Quem sabe “Vale a pena ver de novo” que ao contrário do “Especial do Rei” repete só uma vez as novelas.

010: Roger Waters & Pink Floyd "se reúnem" para show em homenagem a Syd Barret

Link pra artigo da BBC. Vai com uma correção: O primeiro álbum do Pink Floyd é The Piper at the Gates of Dawn, não Bike (que é uma das músicas do disco) como diz nesse artigo linkado.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/05/070511_pinkfloydbarrettebc.shtml

Thursday, May 10, 2007

009:Pesquisa:"A história do Blues"




Com o início da primeira Guerra Mundial, a migração de negros da zona rural para as cidades do sul e para as cidades nortistas. Estes imigrantes nas colheitas de algodão do Delta do Rio Mississipi, nos Estados Unidos. Inicialmente, na década de vinte, o blues tinha como principal função aliviar o duro trabalho imposto aos escravos.
Foi uma escravidão melancólica, tediosa, corrosiva, um pouco diferente da nossa, que era agitada, açoitada, torturada de modo atroz. O escravo americano agonizava na solidão da enxada e do calor ou da neve e não no ferro quente de um feitor português. A relação era de abandono e desprezo humilhantes, sem miscigenação.
Até que esses negros começaram a gritar. E o grito era o canto do lamento, canções medonhas, desafinadas à primeira audição, uma música
esdrúxula. Com apenas cinco notas da chamada escala pentatônica oriunda da musicalidade Ashanti, os escravos cometiam as work-songs, a células-máter do blues. Violões, banjos, washboards, gaitas-de-boca, jew’s harps, bow diddley’s, jugs, kazoos.
Uns instrumentos eram adaptados, outros inventados, outros roubados. Fim ilusório da escravidão, final do século XIX e o blues ainda parecia uma massa sonora semi-amorfa. Até que os escravos de ontem se tornaram os artistas e trovadores daquele presente.
O cantor tocava também um instrumento para marcar o ritmo e fazer dançar. Esse instrumento, porém tinha de ser do tipo que ele pudesse carregar em suas peregrinações. Inicialmente a preferência era banjo e violino. Gradualmente, estes instrumentos foram substituídos por uma guitarra leve, prática e barata, muito mais completa que o violino e muito mais prática que o banjo
A frase de Robert Johnson, um dos verdadeiros heróis trágicos do gênero, é o pronunciamento perfeito dessa condição ímpar no seu âmago de angústias humanas decodificadas em forma de música e poesia.
A primeira a se destacar é aquela conhecida como "blues do Delta". Considerada o berço do blues, a região do Delta do rio Mississippi reúne os estados de Mississipi, Arkansas, sul do Tennessee, Alabama e parte da Louisiana. O blues que se desenvolveu nessa região manteve uma forte predominância da influência africana, pouca melodia, mas um ritmo sincopado, riffs repetitivos e um canto
recitativo com efeitos freqüentes de falsete. Nesse estilo, o dedilhado a mão esquerda é comumente substituído pelo uso do bottleneck, um gargalo de garrafa serrado passado de forma auricular e que o músico faz deslizar sobre as cordas. Curiosamente, essa técnica foi inspirada por guitarristas havaianos que tocavam em espetáculos ambulantes e tornou-se numa característica do blues.
O primeiro Blues apareceu na década de vinte, na interpretação de Mamie Smith, cantora de vaudeville, com a melodia que se chamava The Crazy Blues, composta por Perry Bradford, com interpretação de técnica rotineira e o estilo foi o usual. O rápido desenvolvimento do mercado dos gramofones portáteis e, conseqüentemente, do mercado de discos logo depois da Primeira Guerra Mundial levou algumas companhias fonográficas a tentar ampliar sua produção, até então reservada a amadores. A grande migração negra para o norte do país transformou cidades como Chicago e Nova York , especialmente o bairro do Harlem, em um interessante mercado.Para espanto de Bradford e Hager, a canção não só foi um sucesso em Nova York como também os negros do Sul, ávidos em ouvir discos de blues.
No ano de 1921, algumas de suas características marcantes: como o canto rude e melancólico. - Auge do sucesso das "damas do blues", que gravavam nos padrões das grandes cidades com elementos mais sofisticados em torno da melodia, mas o tema ainda continuava à imaginação ligada ao sexo, no clima erótico. Bessie Smith, a maior de Columbia em 1924 a venda de seus discos ultrapassou os dois milhões de cópias, faturando cerca de 1.500 por semana Gertrude Ma Rainey forma as maiores.
Uma das principais correntes é a conhecida como Chicago Blues. Além de ser uma das primeiras cidades do Centro-Leste a se industrializar (o que atraiu um grande número de migrantes negros vindos do Sul), Chicago foi durante muito tempo o único lugar, conjuntamente com Nova York, onde existiam estúdios de gravação de boa qualidade técnica. Embora guarde semelhanças com o blues praticado no Sul, a vertente de Chicago, de quem Muddy Walters é um grande representante, tem na guitarra elétrica e no uso da bateria e do baixo o seu ponto forte.
À partir dos anos 50, o blues começou a sofrer uma série de transmutações que o levaram para novos caminhos e, ironicamente, o jogou para segundo plano. Artistas oriundos da escola de New Orleans, como Fats Domino e Little Richards, disseminaram fortemente o Rhythm’n’blues (ou R&B), o que teria como conseqüência direta o surgimento do Rock’n’roll. Este passou, então, a ser o gênero predileto da juventude branca, enquanto que os jovens negros voltaram seus ouvidos para a emergente soul music. Os artistas de blues conheceram um período difícil na América. Nos anos 60, contudo, o blues explode com força na Europa. Particularmente na Inglaterra, onde artistas como Alexis Korner e John Mayall e bandas como os Rolling Stones e Yardbirds transformam o gênero em uma febre. Este renascimento europeu acaba se refletindo, anos mais tarde, no berço do blues, ou seja, os Estados Unidos.
O Blues tem e já teve grandes mestres como B. B. King, Albert King, Stevie Ray Vaughan, Jimi Hendrix, Eric Clapton, John Lee Hoocker, Chuck Berry, Ma Rainey, Ida Cox, Memphis Minnie, Merline Johnson, Victoria Spiney e Lil Gren, Bluesmen que participaram da história do Blues desde suas origens; Big Bill Broonzy (1893-1958) - Um dos primeiros artistas do blues clássico, foi o Bluesmen de maior sucesso nos anos 30, e sem dúvida Robert Johnson, o “pai” de todos os bluesman.
Quando o público jovem dos anos 60 "descobriu" Hooker, juntamente com outros pioneiros do blues, ele e vários outros músicos fizeram um breve retomo ao folk blues. Jovens artistas britânicos como The Animals, John MayaI1 e Yardbirds, difundiram o som de Hooker para um novo e ávido público, cuja admiração e influência ajudaram a erguer o status de superstar que o músico desfrutou na Inglaterra dos anos 60.
Já o blues, como música, foi inicialmente o manifesto do escravo negro corroído por dentro, dotado de um coração amargurado e queria apenas a liberdade para poder levar sua vida em frente.
O silêncio branco era o seu pior inimigo, um anjo maligno,que precisava ser derrotado pela forma mais rudimentar e desesperada de som: o grito ou o shout, que culminou no blues, o estilo musical mais influente do século XX, fornecedor de sêmen para a geração do soul, do jazz e do eterno rock’n’roll. Diferentemente do jazz, que sofreu influências da música européia, o blues soube se manter "cru" ao longo dos anos.









Referências Bibliográficas

MYRUS, Donald. Baladas, Blues e Música Jovem. Rio de Janeiro: Lidador, 1970.
SALES, Clayton. Sol, Enxada e Blues. Internet.

008: Artigo BBC - As 10 piores letras - LINK

Curtinha, só pra deixar o link abaixo. Outros também pensam criticamente! hehe

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/05/070507_piorletra_musicapop_mv.shtml

Gostei dessa!

Wednesday, May 9, 2007

007: Não assisto TV, mas esses programas de revelação de "novos talentos" são um saco!

Como eu disse, não sou de assistir televisão. Pego no máximo uns filminhos legais do intercine e corujão e assisto uns jornais diários. Mas o pessoal na minha casa passa horas na frente da telinha.

Eu já ri muito assistindo as preliminares daquele programinha de calouros feito à moda do American Idol e me incomodei bastante com a jaguarice do outro da global, afinal. é inevitável parar na frente da tv quando esses programas de comédia estão passando. É muito engraçado mesmo, um bando de malresolvidinhos artisticamente montando nas costas de grandes redes nacionais de televisão em busca de reconhecimento... É um bigbrother da música, só que com gente que acha que canta. Não quero parecer um crítico tão ferrenho, claro que alguns ali realmente são talentosos e cantam direito, mas o resto é resto.

Um grande problema é esse da fama instantânea. Pô, café tem solúvel, sopa também tem os "Meu Instante" da vida, macarrão tem miojo, etc. Tudo bem. A vida tá bem corrida atualmente, mas talento e reconhecimento da mídia agora também vão pra esse rumo. Daqui a pouco vão oferecer artista enlatado nas grandes redes de supermercado. É incrível a quantidade de artistas (leia músicos, atores/atrizes, enfim toda a galera das performing arts) dando duro pra melhorar seu trabalho e apresentá-lo regionalmente em busca de reconhecimento pra nadar, nadar e conseguir pouca coisa enquanto uns loucos que se jogam na sorte dessas vitrines da mídia estão aí poluindo a sanidade musical da população.

O pior mesmo são os rastros que essas porcarias deixam. Se realmente fosse uma coisa bem instantânea não incomodaria tanto, o problema é que uns pegajosos aí se agarram nas pernas da tv e continuam enchendo o saco do povo. Não digo os talentosos, porque música boa pode sim vir de um desses participantes de reality-music-shows, mas digo dos ruins. Um exemplo clássico (que inclusive me incentivou a escrever isso) é aquela porcaria da abertura da novela lá do cara-que-tinha-visões, da emissora grandona. Não preciso nem falar o nome de quem canta ali, né? Eu que não vejo tv me incomodo muito quando passo pela sala e alguém está assistindo essa novelinha. Nossa, letrinha sofrível da música, arranjo tosco e palmas para o pato-cabrito cantor. Pato = fanho, cabrito = vibrato ridículo.

É isso.

Thursday, May 3, 2007

006: Estréia

Um bom dia ao blogespectador!

Só uma notinha, pra marcar a estréia do blogueiro J. Sonntag aqui, dia 03/05/07, com a postagem "Gostosonas-cantoras-de-merda". Ótimo isso.

005:"Gostosonas-Cantoras-de-Merda"

Quero me manifestar em relação à nova geração de "Gostosonas-Cantoras-de-Merda". Quem são elas? O que sabem fazer? Elas até que cantam afinadinhas e tem uma voz legal, mas as músiquinhas são sofríveis. É uma geração de "artistas" dominadas por seus produtores musicais, artísticos, cirurgião-plástico, etc. Sinceramente, não vejo nada autêntico na música que elas fazem. Tipo...as letras não dizem nada. Os arranjos foram feitos pelo computador...o que importa mesmo é as busanfas balançando no vídeo-clip...essa é a parte boa.
Bom, como eu gosto de citar nomes, citarei a Fergie, Nelly Furtado, Britney Spears, Pussycat Dolls, entre outras, cópias da Madonna.
Outra coisa que eu ainda não entendi. O que são aqueles caras que ficam falando palavrões no meio das músicas? É pra ser legal isso? É moda? Tô ficando velho meu Deus!
Pra não dizer que eu só falo mal, aqui vai minha sugestão de um bom trabalho pop feminino: Ouçam o primeiro albúm da Whitney Houston, ou os primeiros trabalhos da Mariah Carey (só os de antes da merda do "Butterfly"), a eterna rainha Aretha Franklin, os trabalhos da Madonna e Cindy Lauper também tem algumas coisas interessantes. De mais moderno: Joss Stone, Dixie Chicks (elas compõe, cantam e tocam pra caralho), Alanis e a que eu mais gosto, Sheryll Crow.
Pra encerrar, por que só aquele povo do hip-hop que papa os Grammy? Melhor disco pro Emminem? Fala sério.
Me dá 15 minutos que eu componho e arranjo 3 músicas iguais à essas merdas.

Friday, April 27, 2007

004: Burros no trânsito

Nada a ver com música, mas é foda aguentar quieto uns e outros motoristas...

A pergunta que nunca é respondida: porquê caminhão sempre inventa de ultrapassar caminhão nas BRs? Eu nunca vi tanto disso como nos últimos 6 meses! Não dá mais pra pegar o trecho duplicado que vai de Palhoça a Biguaçu sem ter que ser atrasado por caminhões enormes ultrapassando outros ainda maiores e mais lerdos. Pô, é um inferno pra quem mora na grande Florianópolis e vive se deslocando intermunicipalmente via BR101. Será que esses caminhoneiros não podem esperar tranquilinhos na faixa da direita até passar os centros urbanos pra ultrapassar? Afinal, eles são lerdos e grandes, geralmente levam mais de 1 minuto pra ultrapassar qualquer coisa e criam filas de motoristas emputecidos nas suas colas (deve ser isso, devem gostar duma fila beeem comprida por trás deles...).

Outro bicho idiota é o motoqueiro. Nada contra o motociclista, que é o consciente. Mas contra o motoqueiro sim. Primeiro que a maioria nem pode ser chamado de motorista porquê só tem carteira A pra moto. Esses aí, que nunca ou quase nunca andam de carro simplesmente acham que a porra da motinha deles pode passar em qualquer lugar, em qualquer momento, não importa faixa ou regras "normais" de trânsito. Eles têm as próprias regras, no mundinho deles onde é comum e totalmente aceito ultrapassar pela direita ou até mesmo cortar a frente de outro automóvel convertendo à direita ou esquerda. Eu mesmo posso dizer que já quase derrubei vários nessas situações. Outro problema é o abuso do uso da "faixa virtual" deles (aquela ENTRE os carros). Eu já derrubei um quando fui trocar de pista (moto é foda, simplesmente você não vê no retrovisor...) e tive que arcar com um cú de dinheiro pra consertar a bosta da moto. Mas aí fica a pergunta: porra, do jeito que esses merdas desses motoqueiros usam esses vãos entre as pistas, não estaria na hora de adotar uma regulamentação mais punitiva nos casos de abuso? Porque o abuso deles é grande, afinal além de utilizar dessa facilidade de rodar pelo meio, eles tratam de fazer isso de maneiras o mais perigosas e o mais rápido que eles podem fazer suas motos andarem.

Mas o ponto que eu queria chegar com isso era esse agora. VEADO DUM PUTO DAQUELE MERDA DAQUELE FUSCA MARROM! Não, burrice é pouco. Aí já virou outra coisa, porque querer levar uma batida por trás ou é coisa de louco ou é coisa de veado. Me diz o que leva uma pessoa num fusca 1300 querer ultrapassar numa BR duplicada em dia de chuva? Ainda bem que os freios funcionaram e eu consegui reduzir em tempo hábil para não colidir com o indivíduo. Mas foi por meio metro, depois de escorregar uns 100m na pista molhada.

Bom, depois de desabafar, fica tudo mais calmo.

No english version. Brazilian concern only.

Sunday, March 25, 2007

003: Strange dream

This dream I had last night brought a song to my head:

Last night as I lay in my bed asleepin´
Last night as I lay down across my bed
Last night I had myself a nightmare
I had a dream, I had a dream, my little Irene was there

Had to say now Good night, Irene (8x)
I wanna get ya, wanna get ya
Get you into my dreams

(...)

(Good Night, Irene! - Dr. John's version)

Of couse it came to my head because of this strange dream I had last night:

I was somewhere I don't know, I think it was New Orleans or some other place in southern USA. I went to a Dr. John concert but after that I stayed with him in the same hotel! And there where myself, Dr. John and Eric Clapton talking about music! What a great time, I wish I had a "brain camera" so I could get that on tape to watch again! We talked mostly about blues, piano and guitar playing, and I even asked Dr. John if I could take a few N'Awlinz piano lessons with him! That was great, best dream in many years!

Gotta go, no portuguese version today!

002: Waters was here and I missed it! / Perdi o show do Waters!

Yeah, it´s gone. He came but tomorrow he´s gonna be somewhere else... and I MISSED IT!

We´ve got Roger Waters here in Brazil for a couple of shows in Rio and São Paulo. I couldn´t manage to get my tickets soon; last week I was going like crazy looking for a cheap way to get to his concert, but the cheapest I found was over 200 dollars (450 reais). Well, I still got a few bills to pay so I didn´t get the ticket and missed what can be the last time Roger Waters comes to Brazil.

Roger Waters, Rick Wright and Nick Mason started Pink Floyd with Syd Barret. Syd got crazy and they had to find another guitar player / singer. Here comes Gilmour. Since then, Waters and Gilmour started composing a lot, but the wise can tell that Waters´ songs were much better that Gilmour´s... I mean, Roger Waters is a Genius, Gilmour is only a good guitar player. Waters´ songs to me sound much deeper than anybody else´s; he is a master of songwriting. That´s why Pink Floyd (read here David Gilmour) wanted Waters out of the band. After "The Wall" they saw that Pink Floyd was essentially Waters´ band for his compositions and they wanted to give it a break. Last thing they did together was "The Final Cut", which is a masterpiece of Waters´ music. Pink Floyd went on after The Final Cut without Waters. That was really The Final Cut. I never discuss A Momentary Lapse Of Reason neither Division Bell as Pink Floyd albums just because they aren´t. They are much more like Gilmour/Samson´s solo album, with R. Wright and N. Mason. That´s it. I do like some songs, like High Hopes, Sorrow and What Do You Want From Me?, and I love them Wright and Mason as PF musician´s, but I do not cope with those last works of the PF as a trio. I´ll write later about how Richard Wright influenced my playing and how much I like him as a keyboardist, but the focus now is Waters.

This new tour is called The Dark Side Of The Moon and Waters does here what he´s said once he´d never do: he plays that album in its entirety. I don´t know about this tour but I´ll buy the DVD as soon as it pops out at amazon.com. I really regret that I didn´t plan earlier to go to this show... Indeed, yesterday I saw somebody I wished to see for about 4 months, but still I would rather go to Waters´ concert.

To me, DSOTM is the best album ever produced. It is the outcome of truly musicianship of the 4 members of Pink Floyd. It was done in 73 and is a landmark in the history of music forever. I can listen to it a million times and I won´t get tired of it - that´s what good music is all about, it is timeless! - the songs are well structured, the transitions between songs are great, the playing is just what it is supposed to be (no frills, just plain progressive rock/blues style plus the ingenious addition of Wright´s synths), and one last thing that must be why it is still an up-to-date really successful album: the songs are pictures of the real 1970´s society, pictures that resemble (maybe even duplicate) the reality of nowadays´.
That´s all for today, I´ll talk about my PF cover band later...

Gustavo Dzis Giacomini
pictures: www.google.com image search.
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É, ele veio ao Brasil e eu perdi...

Roger Waters esteve no Brasil para 2 shows (Rio e São Paulo). Eu não me programei pra comprar meus ingressos logo e na semana passada eu tava como um louco atrás do mais barato, mas só achei excursão de 450 reais... Como eu ainda tinha contas do mês pra pagar, optei pelo racional e não comprei ingresso nem paguei excursão, perdendo assim o que pode ser o último show de Roger Waters no Brasil.

Roger Waters, Rick Wright e Nick Mason "fundaram" o Pink Floyd com Syd Barret. Syd ficou louco então tiveram que procurar outro guitarrista/vocalista. Aí é que entra Gilmour. Daí pra frente, Waters e Gilmour tomaram a direção das composições e escreveram muita coisa, mas é claro para o bom ouvinte que as de Waters sempre foram melhores que as de Gilmour... Roger Waters é um gênio, e Gilmour apenas um bom guitarrista. Para mim, as músicas de Waters parecem muito mais profundas que as de qualquer outro compositor contemporâneo; ele é um mestre na composição de canções. E é por isso que o Pink Floyd (leia-se David Gilmour) quis Waters fora da banda. Depois de "The Wall" eles viram que o Pink Floyd estava se tornando meramente a banda de acompanhamento de Waters e quiseram por um ponto final nisso. A última coisa que fizeram juntos foi "The Final Cut", que é uma obra-prima de Waters. O Pink Floyd seguiria então sem Waters após esse disco. Afinal, era mesmo "The Final Cut" para o Pink Floyd... Eu nunca discuto A Momentary Lapse Of Reason e Division Bell como álbuns do Pink Floyd justamente porque não os são. Para mim são álbuns solo de Gilmour/Samson, contando com participação especial de R. Wright e N. Mason. É o que são. Na verdade eu gosto de algumas músicas como High Hopes, Sorrow e What Do You Want From Me?, e eu adoro Wright e Mason como músicos do PF, mas eu não concordo com os últimos trabalhos desse Pink Floyd trio deficiente de Waters. Depois eu falarei mais da influência de Richard Wright no meu estilo de tocar e também do quanto eu gosto dele como tecladista, mas o foco agora é Waters.
Essa turnê nova é chamada The Dark Side Of The Moon porque Waters faz aqui o que ele disse uma vez que jamais faria: tocar o álbum em questão na íntegra. Eu não sei muito sobre essa turnê mas com certeza comprarei o DVD assim que for lançado na amazon.com. Eu realmente sinto muito não ter planejado antes pra não perder o show...
Para mim, The Dark Side Of The Moon é o melhor álbum produzido até hoje. Ele é fruto de um companheirismo musical inigualável dos 4 membros do Pink Floyd. Foi feito em 73 e é um marco na história da música para sempre. Eu posso escutá-lo milhões de vezes sem cansar - boa música é isso, algo atemporal - as músicas são bem estruturadas, arranjos perfeitos, as transições de uma música para a outra são ótimas, a musicalidade e performance dos músicos é justamente o que deveria ser (nada over; sem frescuras. Tudo no melhor estilo rock progressivo com uma pitada blues, mais a adição genial imprescindível dos sintetizadores de Wright), e uma última coisa que provavelmente é o segredo de sucesso de um álbum que até hoje soa atual: as músicas são essencialmente como quadros da sociedade européia dos anos 70, quadros estes que lembram (ou até mesmo reproduzem fielmente) a realidade contemporânea.

É isso por hoje, falarei da minha banda cover de Pink Floyd outro dia...(http://www.bandathewall.com.br/)


Gustavo Dzis Giacomini

Thursday, March 22, 2007

001: What comes next? --- O quê vem depois?

For some time I´ll be upgrading this blog with personal info. First thing: this is my purevolume profile:
www.purevolume.com/gustavogiacomini
It´s not up to date, but soon I´ll put some new things in there...

Now it´s too late, gotta go to bed, but first listen to something. My pick for tonight is Mississipi John Hurt; listen to him and tell me: Isn´t it really something that calms you down?

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Por algum tempo estarei atualizando aqui com coisas pessoais, tipo meu perfil no purevolume:
www.purevolume.com/gustavogiacomini
Tem quase nada lá, mas logo colocarei umas coisas...

Já está tarde, hora de dormir, mas antes recomendo hoje Mississipi John Hurt; escute e diga: O som desse bixo não causa uma certa nostalgia?

Monday, March 19, 2007

000: Another brick in the wall of blogs...

I´m opening this because I´m tired of what the music world is turning itself into. I feel I can do some good by sharing my point of view with the world over the internet.

Like you can see here, my name is Gustavo Giacomini, I´m 21, a musician since I was 12. I´m open for talking. That´s why this is NOT an anonymous blog, I want to share opinion, so I won´t feel bad being judged by other people. Here´s my orkut profile:
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=5633949164623635422
I´m posting both in English and BR Portuguese for the sake of communication.

I´m a busy guy. I´ve got a recording studio, I´m a music producer, pianist, and keyboardist. Then, I don´t expect myself posting every day. Once a week would be a great goal for posting.

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Estou abrindo esse blog para discutir o rumo da música atualmente. Muita coisa tá errada aí e eu acho que algo de bom posso fazer, a começar por mostrar o que penso na internet.

Como podem ver aqui, meu nome é Gustavo Giacomini, tenho 21 e sou músico desde os 12.
Este não é um blog anônimo, justamente porquê espero críticas, sugestões, enfim, estou aberto para comentários. Esse é o meu perfil no orkut:
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=5633949164623635422
Estou postando em inglês e português em nome da comunicação.

Eu sou uma pessoa ocupada. Tenho a B3 Produções, sou produtor musical, pianista e tecladista. Assim, eu não espero postar todo dia. Quem sabe uma vez por semana seja ideal...